Share

O futuro do mercado de maquetes eletrônicas1

O futuro do mercado de maquetes eletrônicas1

É sabido que estamos enfrentando já há anos grandes mudanças no mercado imobiliário no país. Ao mesmo tempo em que diversas oportunidades surgiram com o advento do consumidor em rede e os novos touch points, muitas ameaças apareceram, especialmente em relação à crise política e econômica que estamos há anos vivenciando.

Assim como o mercado da construção civil, as empresas do ramo de maquetes eletrônicas certamente terão de se reinventar. Na verdade, já está ficando tarde para isso.

O mercado anteriormente era dividido entre algumas poucas grandes empresas de alta qualidade e alto preço e muitas empresas pequenas, com baixos preços e uma qualidade de entrega/prazos não muito confiável.

O primeiro modelo de negócios ainda perecerá, apesar da sua nítida diminuição de margens. O segundo modelo também. Contudo, este último está agora enfrentando uma alta concorrência (afinal o setor de maquete eletrônica e tour virtual 3d possui poucas barreiras à entrada) e com uma diminuição dos seus preços estas empresas menores muitas vezes têm abarcado muitos trabalhos para continuar “girando a máquina”. Isso gera altíssimos riscos à sua entrega, pois a bomba uma hora poderá explodir.

Está surgindo um terceiro modelo de empresa de maquete digital que está ganhando muita relevância no mercado. Empresas que priorizam qualidade, investindo principalmente em sua equipe e que oferecem um preço médio/razoável ao mercado.

Do ponto de vista mercadológico, vejo sucesso, pois a maioria das incorporadoras (inclusive as grandes e tradicionais) não possuem mais aqueles volumosos antigos orçamentos e para isso precisam de empresas confiáveis, mas com uma estrutura de custos mais baixa. Ao passo em que as pequenas e médias construtoras, acostumadas muitas vezes a realizarem pagamentos bem inferiores, compreenderam a importância do serviço de maquetes eletrônicas para o sucesso do seu produto. Está mais difícil vender e, afinal, em lançamentos elas apenas vendem o intangível e o sonho. E, assim, perceberam a importância de se investir um pouco mais em tours virtuais, maquetes digitais e inovação.

Já às empresas de render 3D, encontrar este caminho entre qualidade x custo x preço x prazo é uma tarefa árdua. Exige comprometimento da equipe e da alta direção. Exige uma administração de custos similar a uma orquestra, em que cada movimento tem que ser preciso: “cortar custos sem cortar músculos”. Investir em pessoas, bons relacionamentos e produtividade – processos.

Seguimos este caminho, com muitos erros e acertos, até encontrarmos nosso “ponto de equilíbrio”. Se podemos dar um conselho a nossos colegas de profissão como um ponto de partida em um momento tão turbulento: otimizem todos os custos possíveis, mas mantenham seu músculo (os bons profissionais). É investindo em pessoas que se consegue um crescimento sustentável

Compartilhar:

Deixe um comentário

E-mail está seguro.